Como eu já tenho a expertise em relatar sagas aqui em meu blog, venho dividir com vocês a mais recente, e que valeu muito a pena.
Eu não lembro de ter contado aqui quando comprei o ingresso para o show da diva Beyoncé. Isso não era nem natal, mas o burburinho já estava a mil. Não enfretei a fila de 4hrs por que meus adoráveis amigos fizeram o sacrifício por mim. Não me gabo disso, mas eu estava trabalhando. Então a causa foi justa. Compramos para o primeiro dia dela aqui no Rio, domingo, 7 de fevereiro. Devido ao rápido esgotamento dos ingressos para este dia foi aberto um novo. A cara de miseráveis dos cariocas deve ter deixado a produção dela com pena e resolveu abrir uma excessão rs.
Desde de segunda-feira passada já haviam fãs na porta da casa de show. Agora me diz, pra que? Eu já havia ido lá no final de 2008 (caraca, como pasou rápido! Parece que foi outro dia desse) no show do Maroom 5, e já sabia que a estrutura da casa era boa e iria proporcionar ótimos momentos bem pertinho dela. Mas quem nem é daqui não iria saber disso, não é mesmo? Os infelizes ficaram ali (sem banho?), debaixo desse sol de 47 Cº que tem feito só pra garantir um bom lugar próximo à diva. Eu cheguei faltando 1h pra abrir os portões e fiquei do lado da passarela que extendia o palco até mais a frente.
Nenhum de meus amigos conseguiram um carro para nos levar. Os motoristas teriam uma entrada a parte da cavalaria que estava quarando no sol. Depois de horas esperando o ônibus que nos deixa na porta do HSBC Arena, encontramos a solução: um amigo da minha amiga estava lá desde o meio-dia de carro. Era o primeiro da fila. Aleluia. Foi lá mesmo que nos entocamos. O bom é que em fila de fanáticos, todos são solidários (se, é claro, isso não for influenciar na sua posição lá perante ao palco). Não coubemos todos dentro do carro do garoto, e tivemos que arranjar um outro carro atrás do nosso para abrigá-lo pelo menos no momento de entrar. Os portões não abriram na hora marcada, óbvio. As bibas super bronzeadas e frenéticas gritavam na fila. Os motoristas saíam de seus carros nervosos querendo um explicação pra tanta demora. E depois de quase 1h foi dada a largada. Era uma final do Amazing Race. Uma correria tremenda que deixou muitos pertences pelo caminho. Se eu tivesse tempo de pegar tudo, era como se eu tivesse ido às compras! E na hora de mostrar ingressos, revistar bolsas e conferir carteirinhas de estudantes, nos separamos. Um ficou pra trás por que a prova que tinha como estudante não colou pros seguranças. Desordem. E depois de muitas ligações, nos achamos, quem tinha ficado conseguiu entrar e fomos garantir nossos lugares. Mole, ficamos na grade que separava o nosso nível com os Vips. O triste era que estávamos na parte mais triste da platéia: um aperto esgraçado, e muitas bibas encrenqueiras. Respirar naquele meio era luxo. Falta de ar, era frescura. De vez em quando era bom olhar pra cima e tentar buscar um pouco de sobrevivência. E o povo do Vip olhava com um ar de "que merda"... nos sentíamos cagados.
O show prévio foi ruim como já esperávamos. Wanessa, ou melhor Uanessa, fez playback o tempo todo e arriscou passos acima do nível que ela alcançava. Foi vaiada. Mas ela nega. Se fez de surda, é claro. Já o show principal foi brilhante. Ela surgiu do chão como uma miragem e acho que ninguém ali acreditava que era ela de tão perto. Foi tudo perfeito, como sempre vi nos DVD's. Um show de super produção. Acho que a última vez que tinha visto algo tão grandioso, foi no Rock in Rio rs. Beyoncé estava divinamente linda e não errou nada. Cantou tudo, jogou lenços com seu suor, autografou um papel pra uma fã, distribuiu apertos de mão e abraços, conversou com fãs atônitos na beirada do palco. A inveja imperava a minha volta rs. E eu, é claro, reagi como uma típica fã: gritei, cantei, chorei (muito, na música Broken-hearted girl) e me equilibrei do início ao fim pra não ser esmagada e pra conseguir vê-la (mesmo ela estando tão perto). Quando ela se aproximava através da passarela, a confusão estava formada com todos tentando se reajeitar para vê-la na lateral. Conhecemos dois garotos que merecem o troféu da gentileza por serem tão simpáticos e cavalheiros com a gente. Pareciam serem os únicos com senso de convivência em platérias superlotadas. O restante queria mesmo era que você morresse esmagado. Menos um. E assim sobrevivemos. No final a sensação de alívio de sair do aperto e de ter sobrevivido a tanta emoção eram quase iguais. As pernas e os pés doloridos e inchados, a roupa encharcada de suor, os cabelos em pé, e um sorriso no rosto. Eu VI a Beyoncé. E isso ninguém me tira.
O começo do show:
Agora os danos a longo prazo:
- Gastei toda a minha fortuna em litros e litros de água na espera do show, em taxi (por que voltar do Recreio passando perrengue em ônibus de novo estava além das minhas possibilidades. Eu mal conseguia andar.)
- Fui mordida por formigas (é, de novo) e estou vindo trabalhar mancando. Meu pé está inchado e terrivelmente bizarro. Mas que ele vai ter que ficar bom até o carnaval, ah vai.
- Passei tanto aperto e suei tanto pra não perder 1 grama.
Momentos inesquecíveis:
- Broken-Hearted girl, terceira música. Foi quando minha ficha caiu e as lágrimas também.
- O vídeo dela pequena cantando. Co-má-linda!!! E idêntica a mim aos 6 anos. Me arrepio todinha com a semelhança incrível.
- Na na na Diva is a female version of a hustler!
- Videophone (ela DEU o PSP que estava com ela prum moleque na platéia!!!)
- Ave Maria vestida como uma noiva
- At Last com ela caracterizada de Eta Jones ao fundo (filme Cadilac Records, muito bom)
- Chega né? hahaha bjus!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Publicitária, agora na teoria e na prática
Agora acabou de vez. Aquela sensação de "tá acabando" foi embora que ninguém viu. Passou. Foram dois anos pagando prestações e fazendo expectativas por dois diazinhos, e eles passaram que nem flash. Mas posso te garantir que o fim foi tão divertido quanto o começo e o meio. Não poderia ser diferente com uma turma tão fanfa! rs
Dia 22, sexta passada, foi a colação de grau. Na verdade ninguém tava colando grau nenhum, todo mundo sabe que aquilo é pura encenação. Mas, sentimentalmente falando, vale mais que a coisa de fato. Vestimos becas, passamos aperto e um calor danado, mas valeu. Os formandos do mês de janeiro no Rio sofrem! Muito calor! E o ar condicionado da casa de eventos só dava vazão até os limites do salão principal. Onde tinha o coffe break, a montagem de beca ou o hall do elevador, suadeira danada. Eu, como uma boa aluna disciplinada achei que o processo de assinar papéis, tirar fotos de puá (brega) e colocar a beca fosse urgente, tadinha de mim. Pus a beca antes e todo mundo, e todo mundo ficou badalando no salão tirando fotos e eu suando de beca.
Foi uma cerimônia divertida. E eu me sinto bem em ter movido pessoas para uma coisa boa e agradável. Por que colações são chatas e todo mundo sabe. Fizemos diversos cartazes do tipo "gostosa", "já peguei" e "puro glamour" para as meninas, "aplaude que ele pára" e "zzz" para os falantes, "mãe, pára de chorar" para as tietes chorosas na platéia. E eu entrei ao som de "Burguesinha" do Seu Jorge, frente à todos esses cartazes, aplausos e gritos... e não lembro de mais nada. Você também tem a sensação de não se lembrar do momento em que foi chamado na sua colação? É uma euforia tão grande que você não presta a atenção em nada. Pelo menos eu consegui olhar pra câmera da minha mãe, e pros meus amigos lá no fundo (na verdade eu olhei pra frente, e acenei, sem alvo certo rs).
O after foi chiquérrimo. Como os fanfas mais fanfas da faculdade, não poderíamos sair da colação e ir pra casa. E a bebedeirazinha com os amigos? Levando em consideração os que não iriam à festa no dia seguinte também. E encerramos a noite regados a muito Chandon, felizes e levemente mais pobres (você achou que uma noite em grande estilo sairia por 10 reais?).
No dia seguinte foi o baile. Todos em trajes de gala. Estranho rs. Ninguém nunca tinha se visto tão bonito. Muita comida, muita bebida e muita música boa. A casa era deslumbrante, e com a decoração que fizeram, estava... "Viver a vida" rs! Uma riqueza sem fim rs! Era um dia feliz, dia de festa, e os familiares pouco pareciam se importar com a jaca dos filhos. Se eles pisassem nela, ótimo, se não pisasse, ótimo também. Uns mantiveram a linha, outros saíram carregados pelos próprios pais, mas e daí? Eu, por exemplo, bebi moderadamente, e não fiz feio. Pela primeira vez fiz o que sempre soube que era o certo: intercalei as bebidas com muita água. Coisa de Deus é essa receita! Nem parece que bebi! Fiquei bem mesmo!
Na hora de ir embora, não houve muita organização. Uns eu vi sair de longe e não pude dar tchau. Outros dei tchau, mas sem dizer adeus. Outros nem vi cruzar a porta. E melhor foi assim. Por que nem falamos sobre uma possível separação. Por que ela não acontecerá, pelo menos não entre os mais próximos. Eu tenho minhas queridas amigas, as 9. E se você quiser continuar companhando nossa amizade, o blog almoço das meninas taí.
É sempre triste encerrar fases. Independente da forma que acontece, calma ou conturbadamente. Eu sinto isso até quando meus seriados preferidos acabam. Mas se for com o mote realização, tudo vale.
Xoxo... té a próxima.
Dia 22, sexta passada, foi a colação de grau. Na verdade ninguém tava colando grau nenhum, todo mundo sabe que aquilo é pura encenação. Mas, sentimentalmente falando, vale mais que a coisa de fato. Vestimos becas, passamos aperto e um calor danado, mas valeu. Os formandos do mês de janeiro no Rio sofrem! Muito calor! E o ar condicionado da casa de eventos só dava vazão até os limites do salão principal. Onde tinha o coffe break, a montagem de beca ou o hall do elevador, suadeira danada. Eu, como uma boa aluna disciplinada achei que o processo de assinar papéis, tirar fotos de puá (brega) e colocar a beca fosse urgente, tadinha de mim. Pus a beca antes e todo mundo, e todo mundo ficou badalando no salão tirando fotos e eu suando de beca.
Foi uma cerimônia divertida. E eu me sinto bem em ter movido pessoas para uma coisa boa e agradável. Por que colações são chatas e todo mundo sabe. Fizemos diversos cartazes do tipo "gostosa", "já peguei" e "puro glamour" para as meninas, "aplaude que ele pára" e "zzz" para os falantes, "mãe, pára de chorar" para as tietes chorosas na platéia. E eu entrei ao som de "Burguesinha" do Seu Jorge, frente à todos esses cartazes, aplausos e gritos... e não lembro de mais nada. Você também tem a sensação de não se lembrar do momento em que foi chamado na sua colação? É uma euforia tão grande que você não presta a atenção em nada. Pelo menos eu consegui olhar pra câmera da minha mãe, e pros meus amigos lá no fundo (na verdade eu olhei pra frente, e acenei, sem alvo certo rs).
O after foi chiquérrimo. Como os fanfas mais fanfas da faculdade, não poderíamos sair da colação e ir pra casa. E a bebedeirazinha com os amigos? Levando em consideração os que não iriam à festa no dia seguinte também. E encerramos a noite regados a muito Chandon, felizes e levemente mais pobres (você achou que uma noite em grande estilo sairia por 10 reais?).
No dia seguinte foi o baile. Todos em trajes de gala. Estranho rs. Ninguém nunca tinha se visto tão bonito. Muita comida, muita bebida e muita música boa. A casa era deslumbrante, e com a decoração que fizeram, estava... "Viver a vida" rs! Uma riqueza sem fim rs! Era um dia feliz, dia de festa, e os familiares pouco pareciam se importar com a jaca dos filhos. Se eles pisassem nela, ótimo, se não pisasse, ótimo também. Uns mantiveram a linha, outros saíram carregados pelos próprios pais, mas e daí? Eu, por exemplo, bebi moderadamente, e não fiz feio. Pela primeira vez fiz o que sempre soube que era o certo: intercalei as bebidas com muita água. Coisa de Deus é essa receita! Nem parece que bebi! Fiquei bem mesmo!
Na hora de ir embora, não houve muita organização. Uns eu vi sair de longe e não pude dar tchau. Outros dei tchau, mas sem dizer adeus. Outros nem vi cruzar a porta. E melhor foi assim. Por que nem falamos sobre uma possível separação. Por que ela não acontecerá, pelo menos não entre os mais próximos. Eu tenho minhas queridas amigas, as 9. E se você quiser continuar companhando nossa amizade, o blog almoço das meninas taí.
É sempre triste encerrar fases. Independente da forma que acontece, calma ou conturbadamente. Eu sinto isso até quando meus seriados preferidos acabam. Mas se for com o mote realização, tudo vale.
Xoxo... té a próxima.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Trindade parte III
E por fim, neste último bloco da história da minha viagem, porém não menos importante, começo falando de coisas gostosas. A primeira melhor coisa da viagem foi o passeio de barco; o segundo a cachoeirinha entitulada "Pedra D'água"; a terceira, o hambúrguer do Trindade Café. Faz muito tempo que eu excluí do meu cardápio diário os podrões. Ainda em aula na faculdade eu ainda comia de vez em quando um cachorro-quente dos deus que tinha na entrada principal. Então a única explicação para os meus quilinhos extras, só pode ser um Mac Donald's de vez em quando. Mas lá em Trindade tive o prazer de reviver essa fase da minha vida em que eu comia muitos podrões. E comi o melhor podrão da minha vida. Os cariocas deveriam passar 1 semana lá aprendendo a fazer um bom podrão, com carne avantajada, pão fresquinho e quente, queijo derretido, um bacon ma-ra-vi-lho-so, e até um peito de frango perfeito. Aqui não se faz como aqueles. Nossas últimas refeições do dia, pode apostar que foram muitos podrões. Estraguei tudo o que construí em 1 mês disciplinado de academia, mas tudo bem.
As aventuras estavam apenas começando. Na sexta-feira, fomos visitar a tão falada Praia do Sono. Só de pensar em ônibus e trilhas já me dava sono. Enfim, para quem não conhece o local, a Praia do Sono fica depois do bairro-condomínio Laranjeiras, onde tem uma trilha que liga ao suposto paraíso fiscal mor. De Trindade para Laranjeiras eram 2 ônibus. 1 pegamos sem problemas, o outro não veio. Ficamos 1 hora na beira da estrada que nem um bando de indigentes esperando... esperando... vez ou outra contando com a sorte de uma carona. E do nada surgiram muitas pessoas vindo a pé, aparentemente cansadas, vindo de onde o ônibus deveria estar indo. Mal sinal. O último carro havia quebrado. Não sairíamos dali tão cedo. E para onde íamos, só passavam carros de 60.000,00 reais para cima, que nem balbuciaram em nos ajudar. Até que uma alma caridosa parou. Perguntou pra onde íamos. Fez sinal com a mão esquerda para que entrássemos. Corremos como nunca rumo à felicidade. Foi hilário. O cara estava à trabalho, o carro era da Oi. Eles estava indo atender exatamente no condomínio em Laranjeiras. Fomos até lá ao som de Belo e Perla, e eu nem reclamei: queria o que? Ar condicionado ao som de Lady Gaga? rs E o rapaz foi muito solícito: nos deixou bem perto da trilha. Só tenho uma coisa a dizer sobre essa aventura: trauma para toda uma vida. A trilha era tranquila no sentido de dificuldade, mas era trevas no sentido cansativa. Eu jurei que teria um ataque cardíaco. Mas conseguimos. Depois de 1 hora de 10 min. chegamos à famosa Sono. E era de dar sono mesmo. O sol sumiu, o tempo fechou, as ondas que todos diziam não ter estavam à 2 metros de altura. Fomos fazer o que ali mesmo? Ah, voltar pra Trindade. Éramos 4 frustrados com as pernas bambas de cansaço num lugar tão famoso. Ir lá só serviu para testarmos nosso poder de barganha. A volta era impossível pela trilha, mas tinham barcos que faziam a rota para Laranjeiras de volta. Até aí lindo, se não custasse 25,00 reais por pessoa. E após muito desenrolo com todos da frota de barcos, conseguimos a volta por 15,00 por cabeça, com uma condição: íamos até depois das ondas em 2 barcos com 2 em casa um. Lá na frente, 2 passavam para um dos barcos e seguíamos com os 4 juntinhos. Pânico. Já víamos os barcos virando. Fato. Sair das ondas foi um sacrifício. Elas estavam realmente tensas. A última foi assutadora: eu e minha fiel amiga gritávamos feito loucas e o cara ria horrores da nossa cara. Vimos o barco do nosso casal de amigos ficar na vertical, e quando pensamos que tinha virado, eles caíam de novo na água, como antes. A cara do Pedro achando que ia morrer foi impagável rs. Daí eles passaram para o nosso barco por que nós éramos a dupla urbana que nada consegue. E tivemos o segundo passeio de barco mais legal da viagem. Esqueci o nome do rapaz que nos trouxe, mas ele era muito legal. Nos contou a história da praia, e a ligação com o condomínio que ficava do outro lado das pedras. E como, com certeza, é uma história que ninguém sabe, darei uma resumida aqui: a praia do Sono não é um lugar onde o dia amanhece mais tarde. Esse era um dos mitos que ouvíamos dizer. Eles receberam energia elétrica agora, em dezembro, dá pra acreditar? Lá vivem 60 e poucas famílias, umas 300 e poucas pessoas, e os endinheirados do condomínio querem tomar a praia, construindo mansões dentro dela e tirando esses moradores de lá. Onde está situado Laranjeiras também pertencia à praia do Sono, mas hoje os próprios nativos não podem pisar no "cimento banhado a ouro" do condomínio. A única coisa permitida é levar e trazer visitantes da praia, como nós, nos barcos, sem ultrapassar o píer. Escroto, pode falar. Chegando no condomínio, onde já ia me esquecendo, o Fenômeno tem uma casa, tem uma kombi que te leva até o ponto de ônibus fora dele. Gente de fora também é banida ali dentro. Vimos as coisas mais lindas de nossas vidas, como jatinhos, lanchas, iates, campo de golf e chafarizes a lá Las Vegas, mas com um ar de podridão incrível. Eu, com minha mania de fotos, fui chamada a atenção por um segurança que brotou do asfalto.
Depois da experiência "Sono" ficamos acabados e a noite foi morta. Não aguentávamos mais mesmo muita coisa. O sábado foi tranquilo, bem "família à beira mar": ficamos ouvindo nossos mp3,4,5 e por aí vai, à sombra tomando água de côco. Íamos embora no domingo às 13:20h, o que nos daria ainda uma manhã livre. Pois bem, ocupamos nossa manhã com a segunda pior aventura da viagem. Fomos visitar a Pedra que engole, cachoeira famosa, e pegamos a trilha errada. Fomos parar no pico de Trindade, em meio ao som de cobras e insetos. O sol rachando na cabeça e o pânico tomando conta da gente. Chorei e tudo. Claro. A hora dando e a gente penando pra voltar de onde viemos. Trauma pra vida toda 2. Encontramos até um Pitbull no meio do mato, e nessa hora nos imaginamos no Jornal Nacional. Graças a Deus conseguimos descer de volta, o Pitbull era do bem e só queria passar, vimos famílias felizes pegando a trilha certa que era facílima, e não vimos cachoeira nenhuma. E por isso tudo, perdemos o ônibus para Paraty, de onde partia nosso ônibus para o Rio. Conseguimos uma van. Chegamos próximo à rodoviária em cima da hora, e o motorista aconselhou: as meninas ficam aqui e o menino vai lá correndo pegar o ônibus saindo. Se desse errado teríamos que andar todas até a rodoviária depois. Mas não deu. 5 min. depois veio Pedro na frente do ônibus da Costa Verde acenando. E conseguimos voltar pra casa.
Ficou cansado? Imagina eu. Mas valeu cada momento e cada pedacinho lindo de Trindade que vi. Outra coisa que só vi lá e me encantou profundamente, foi o céu estrelado à noite. Parecia de filme, aqueles que parecem salpicados de porpurina. Não esquecerei.
E cobrarei meu busto, junto ao do "Poser" na entrada de Trindade. Grazi disse que devido ao meu sucesso com os trindadeiros, eu merecia rs. Os outros brincam quando não é com eles né? Só Deus sabe o que sofri para ter minutos de paz na noite trindadeira.
Espero que tenha gostado. XOXO
As aventuras estavam apenas começando. Na sexta-feira, fomos visitar a tão falada Praia do Sono. Só de pensar em ônibus e trilhas já me dava sono. Enfim, para quem não conhece o local, a Praia do Sono fica depois do bairro-condomínio Laranjeiras, onde tem uma trilha que liga ao suposto paraíso fiscal mor. De Trindade para Laranjeiras eram 2 ônibus. 1 pegamos sem problemas, o outro não veio. Ficamos 1 hora na beira da estrada que nem um bando de indigentes esperando... esperando... vez ou outra contando com a sorte de uma carona. E do nada surgiram muitas pessoas vindo a pé, aparentemente cansadas, vindo de onde o ônibus deveria estar indo. Mal sinal. O último carro havia quebrado. Não sairíamos dali tão cedo. E para onde íamos, só passavam carros de 60.000,00 reais para cima, que nem balbuciaram em nos ajudar. Até que uma alma caridosa parou. Perguntou pra onde íamos. Fez sinal com a mão esquerda para que entrássemos. Corremos como nunca rumo à felicidade. Foi hilário. O cara estava à trabalho, o carro era da Oi. Eles estava indo atender exatamente no condomínio em Laranjeiras. Fomos até lá ao som de Belo e Perla, e eu nem reclamei: queria o que? Ar condicionado ao som de Lady Gaga? rs E o rapaz foi muito solícito: nos deixou bem perto da trilha. Só tenho uma coisa a dizer sobre essa aventura: trauma para toda uma vida. A trilha era tranquila no sentido de dificuldade, mas era trevas no sentido cansativa. Eu jurei que teria um ataque cardíaco. Mas conseguimos. Depois de 1 hora de 10 min. chegamos à famosa Sono. E era de dar sono mesmo. O sol sumiu, o tempo fechou, as ondas que todos diziam não ter estavam à 2 metros de altura. Fomos fazer o que ali mesmo? Ah, voltar pra Trindade. Éramos 4 frustrados com as pernas bambas de cansaço num lugar tão famoso. Ir lá só serviu para testarmos nosso poder de barganha. A volta era impossível pela trilha, mas tinham barcos que faziam a rota para Laranjeiras de volta. Até aí lindo, se não custasse 25,00 reais por pessoa. E após muito desenrolo com todos da frota de barcos, conseguimos a volta por 15,00 por cabeça, com uma condição: íamos até depois das ondas em 2 barcos com 2 em casa um. Lá na frente, 2 passavam para um dos barcos e seguíamos com os 4 juntinhos. Pânico. Já víamos os barcos virando. Fato. Sair das ondas foi um sacrifício. Elas estavam realmente tensas. A última foi assutadora: eu e minha fiel amiga gritávamos feito loucas e o cara ria horrores da nossa cara. Vimos o barco do nosso casal de amigos ficar na vertical, e quando pensamos que tinha virado, eles caíam de novo na água, como antes. A cara do Pedro achando que ia morrer foi impagável rs. Daí eles passaram para o nosso barco por que nós éramos a dupla urbana que nada consegue. E tivemos o segundo passeio de barco mais legal da viagem. Esqueci o nome do rapaz que nos trouxe, mas ele era muito legal. Nos contou a história da praia, e a ligação com o condomínio que ficava do outro lado das pedras. E como, com certeza, é uma história que ninguém sabe, darei uma resumida aqui: a praia do Sono não é um lugar onde o dia amanhece mais tarde. Esse era um dos mitos que ouvíamos dizer. Eles receberam energia elétrica agora, em dezembro, dá pra acreditar? Lá vivem 60 e poucas famílias, umas 300 e poucas pessoas, e os endinheirados do condomínio querem tomar a praia, construindo mansões dentro dela e tirando esses moradores de lá. Onde está situado Laranjeiras também pertencia à praia do Sono, mas hoje os próprios nativos não podem pisar no "cimento banhado a ouro" do condomínio. A única coisa permitida é levar e trazer visitantes da praia, como nós, nos barcos, sem ultrapassar o píer. Escroto, pode falar. Chegando no condomínio, onde já ia me esquecendo, o Fenômeno tem uma casa, tem uma kombi que te leva até o ponto de ônibus fora dele. Gente de fora também é banida ali dentro. Vimos as coisas mais lindas de nossas vidas, como jatinhos, lanchas, iates, campo de golf e chafarizes a lá Las Vegas, mas com um ar de podridão incrível. Eu, com minha mania de fotos, fui chamada a atenção por um segurança que brotou do asfalto.
Depois da experiência "Sono" ficamos acabados e a noite foi morta. Não aguentávamos mais mesmo muita coisa. O sábado foi tranquilo, bem "família à beira mar": ficamos ouvindo nossos mp3,4,5 e por aí vai, à sombra tomando água de côco. Íamos embora no domingo às 13:20h, o que nos daria ainda uma manhã livre. Pois bem, ocupamos nossa manhã com a segunda pior aventura da viagem. Fomos visitar a Pedra que engole, cachoeira famosa, e pegamos a trilha errada. Fomos parar no pico de Trindade, em meio ao som de cobras e insetos. O sol rachando na cabeça e o pânico tomando conta da gente. Chorei e tudo. Claro. A hora dando e a gente penando pra voltar de onde viemos. Trauma pra vida toda 2. Encontramos até um Pitbull no meio do mato, e nessa hora nos imaginamos no Jornal Nacional. Graças a Deus conseguimos descer de volta, o Pitbull era do bem e só queria passar, vimos famílias felizes pegando a trilha certa que era facílima, e não vimos cachoeira nenhuma. E por isso tudo, perdemos o ônibus para Paraty, de onde partia nosso ônibus para o Rio. Conseguimos uma van. Chegamos próximo à rodoviária em cima da hora, e o motorista aconselhou: as meninas ficam aqui e o menino vai lá correndo pegar o ônibus saindo. Se desse errado teríamos que andar todas até a rodoviária depois. Mas não deu. 5 min. depois veio Pedro na frente do ônibus da Costa Verde acenando. E conseguimos voltar pra casa.
Ficou cansado? Imagina eu. Mas valeu cada momento e cada pedacinho lindo de Trindade que vi. Outra coisa que só vi lá e me encantou profundamente, foi o céu estrelado à noite. Parecia de filme, aqueles que parecem salpicados de porpurina. Não esquecerei.
E cobrarei meu busto, junto ao do "Poser" na entrada de Trindade. Grazi disse que devido ao meu sucesso com os trindadeiros, eu merecia rs. Os outros brincam quando não é com eles né? Só Deus sabe o que sofri para ter minutos de paz na noite trindadeira.
Espero que tenha gostado. XOXO
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Trindade parte II
Trindade não tem hotel. Tem um só, que possivelmente tem umas 4 estrelas, e o resto é tudo pousada. Para mim não faz mal nem muita diferença. Como eu já falei, tendo camas confortáveis e um bom banheiro, isso que importa.
Lembra que eu falei que o quarto era um tanto apertado para 4 pessoas? Mas estava devidamente equipado para elas quando chegamos. 4 toalhas de banho, 4 camas arrumadas e com roupa de cama completa. Mas isso não quiz dizer nada, por que pra maluca que trabalha na pousada, vulgo dona Ciça, 4 itens de cada coisa equivale à uma hospedagem para 3. Você entendeu? É, nem a gente. A recepção foi linda mas logo depois já criou-se um clima desconfortável com a funcionária do local. Ela cismou que a reserva tinha sido para 3 pessoas e não para 4. Pensamos em várias possibilidades pra insanidade mental dela: Trindade nunca chove, e muito sol na cabeça enlouquece; Trindade é o paraíso da liberdade e da maconha, e maconha demais queima os neurônios; Trindade só toca reggae, e reggae demais aliena; e por aí vai. Como a reserva não estava no meu nome, a pinimba não foi comigo. Mas se tivesse sido, tinha dado merda. Vocês iam ver a gente sentado nas malas debaixo daquele sol escaldante à procura de um lugar pra dormir. E a batata ficou assando de um lado para o outro. A mulher não confessou o crime e os errados éramos nós. Tínhamos uma dívida extra de 80 reais para pagar. Como éramos 4, 80 reais era uma merreca, e como estávamos ali para pura diversão, não íamos nos sujeitar a miserinhas. Ela que engolisse o dinheiro.
O problema de arranjar quizumba com funcionários de pousada é, no mínimo, você não ser bem atendido. Quando acabava o papel higiênico, socorro, quem ia lá pedir mais um rolo? Mas depois do barraco, Ciça mostrou-se uma mulher de classe e nos tratou bem dali por diante, com certa mágoa, confesso.
A segunda melhor coisa da viagem estava por vir. Lembram da primeira? O passeio de barco, sim. Fomos até o final da praia do Rancho, onde havia uma trilha para a praia Brava. Eu estava fora de trilhas, minha amiga fiel também. Resolvemos dispensar a aventura. Enquanto nossos outros amigos curtiam um momento de aventura a dois proporcionado pela nossa enfim ausência, ficamos numa mini cachoeira, uma nascente que desaguava dentro da praia. Coisa linda de se ver, e gostosa de entrar. Parecia um parquinho de diversão, um mini Walter Planet. Pra mim, só de ser água doce já ganha disparado. Espanto o calor sem agredir pele e cabelo. O problema é que pedras molhadas... escorregam. E aí proporcionamos um dos momentos mais engraçados da viagem. Todo mundo que chegava ali, caía. Grazi foi a primeira. Caiu em câmera lenta, e eu nem entendi que foi um tombo. Quando vi ela já estava estatalada no laguinho que se formava no pé da queda d'água. Depois eu caí também. Confiante e dominando o território, fui andar um pouquinho mais rápido. Caí de bunda, o que foi ótimo, bunda grande amortece. E depois foi um show de tombos, pessoas caindo no começo da pedra até cá embaixo, e levando a gente, tipo um boliche aquático! Conhecemos mineiros, paulistas e até famílias meio-americanas. Sabe, tipo, filhos que falam inglês e pais, português? Tinha muito disso lá. E o resto do dia, aproveitamos as águas calmas e cristalinas de Trindade.
A noite lá até que é movimentada. Se você gosta de um reggae, melhor ainda. Se você não gosta, cuidado, pode ficar pertubado rs. Mas pelo incrível que pareça, o fim de mundo não é tão fim de mundo. Tem Pubs e bares super legais. Bandinhas ao vivo (cantando reagge) e muita animação. O ruim de ficar sóbrio nesses lugares é reparar quanta gente alucinada tem por metro². Só a gente tava lúcido, o que era de certa forma, engraçado.
Em cidades pequenas sempre têm alguns que se sobressaem. Nós, por exemplo, implicamos com um cara que parecia Deus, estava em todos os lugares ao mesmo tempo, e que particulamente era lindo, porém extremamente arrogante e envaidecido. Ele andava como um pavão, o que era até estranho e chamava a atenção. O apelidamos de "poser" por motivos óbvios e ele virou nossa chacota pelo resto da viagem. Na noite seguinte fomos ver o show de uma bandinha no bar do píer. Quem era o vocalista? O poser! E o pior é que ele cantava bem, tinha ótima presença de palco, até se apresentando não vestia uma camisa e tinha uma música de sucesso chamada "Ter você". Juro que quando eu ouvir ela de novo eu posto ela aqui, pois não me lembro direito. Apenas reconheci o refrão. Já no outro bar que ficava na esquina da nossa rua, tinha um hippie cheio de dreads que batia ponto ali todas as noites com um repertório repetitivo que incluía Bob Marley, Bob Marley e mais Bob Marley. Bom, os "trindadeiros" gostavam. E ai de quem os encarasse. Em Trindade se você encarar alguém por mais de 2 segundos, ganhou uma encrenca para o resto da noite. Eu bem sei.
Lembra que eu falei que o quarto era um tanto apertado para 4 pessoas? Mas estava devidamente equipado para elas quando chegamos. 4 toalhas de banho, 4 camas arrumadas e com roupa de cama completa. Mas isso não quiz dizer nada, por que pra maluca que trabalha na pousada, vulgo dona Ciça, 4 itens de cada coisa equivale à uma hospedagem para 3. Você entendeu? É, nem a gente. A recepção foi linda mas logo depois já criou-se um clima desconfortável com a funcionária do local. Ela cismou que a reserva tinha sido para 3 pessoas e não para 4. Pensamos em várias possibilidades pra insanidade mental dela: Trindade nunca chove, e muito sol na cabeça enlouquece; Trindade é o paraíso da liberdade e da maconha, e maconha demais queima os neurônios; Trindade só toca reggae, e reggae demais aliena; e por aí vai. Como a reserva não estava no meu nome, a pinimba não foi comigo. Mas se tivesse sido, tinha dado merda. Vocês iam ver a gente sentado nas malas debaixo daquele sol escaldante à procura de um lugar pra dormir. E a batata ficou assando de um lado para o outro. A mulher não confessou o crime e os errados éramos nós. Tínhamos uma dívida extra de 80 reais para pagar. Como éramos 4, 80 reais era uma merreca, e como estávamos ali para pura diversão, não íamos nos sujeitar a miserinhas. Ela que engolisse o dinheiro.
O problema de arranjar quizumba com funcionários de pousada é, no mínimo, você não ser bem atendido. Quando acabava o papel higiênico, socorro, quem ia lá pedir mais um rolo? Mas depois do barraco, Ciça mostrou-se uma mulher de classe e nos tratou bem dali por diante, com certa mágoa, confesso.
A segunda melhor coisa da viagem estava por vir. Lembram da primeira? O passeio de barco, sim. Fomos até o final da praia do Rancho, onde havia uma trilha para a praia Brava. Eu estava fora de trilhas, minha amiga fiel também. Resolvemos dispensar a aventura. Enquanto nossos outros amigos curtiam um momento de aventura a dois proporcionado pela nossa enfim ausência, ficamos numa mini cachoeira, uma nascente que desaguava dentro da praia. Coisa linda de se ver, e gostosa de entrar. Parecia um parquinho de diversão, um mini Walter Planet. Pra mim, só de ser água doce já ganha disparado. Espanto o calor sem agredir pele e cabelo. O problema é que pedras molhadas... escorregam. E aí proporcionamos um dos momentos mais engraçados da viagem. Todo mundo que chegava ali, caía. Grazi foi a primeira. Caiu em câmera lenta, e eu nem entendi que foi um tombo. Quando vi ela já estava estatalada no laguinho que se formava no pé da queda d'água. Depois eu caí também. Confiante e dominando o território, fui andar um pouquinho mais rápido. Caí de bunda, o que foi ótimo, bunda grande amortece. E depois foi um show de tombos, pessoas caindo no começo da pedra até cá embaixo, e levando a gente, tipo um boliche aquático! Conhecemos mineiros, paulistas e até famílias meio-americanas. Sabe, tipo, filhos que falam inglês e pais, português? Tinha muito disso lá. E o resto do dia, aproveitamos as águas calmas e cristalinas de Trindade.
A noite lá até que é movimentada. Se você gosta de um reggae, melhor ainda. Se você não gosta, cuidado, pode ficar pertubado rs. Mas pelo incrível que pareça, o fim de mundo não é tão fim de mundo. Tem Pubs e bares super legais. Bandinhas ao vivo (cantando reagge) e muita animação. O ruim de ficar sóbrio nesses lugares é reparar quanta gente alucinada tem por metro². Só a gente tava lúcido, o que era de certa forma, engraçado.
Em cidades pequenas sempre têm alguns que se sobressaem. Nós, por exemplo, implicamos com um cara que parecia Deus, estava em todos os lugares ao mesmo tempo, e que particulamente era lindo, porém extremamente arrogante e envaidecido. Ele andava como um pavão, o que era até estranho e chamava a atenção. O apelidamos de "poser" por motivos óbvios e ele virou nossa chacota pelo resto da viagem. Na noite seguinte fomos ver o show de uma bandinha no bar do píer. Quem era o vocalista? O poser! E o pior é que ele cantava bem, tinha ótima presença de palco, até se apresentando não vestia uma camisa e tinha uma música de sucesso chamada "Ter você". Juro que quando eu ouvir ela de novo eu posto ela aqui, pois não me lembro direito. Apenas reconheci o refrão. Já no outro bar que ficava na esquina da nossa rua, tinha um hippie cheio de dreads que batia ponto ali todas as noites com um repertório repetitivo que incluía Bob Marley, Bob Marley e mais Bob Marley. Bom, os "trindadeiros" gostavam. E ai de quem os encarasse. Em Trindade se você encarar alguém por mais de 2 segundos, ganhou uma encrenca para o resto da noite. Eu bem sei.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Trindade parte I
Olá pessoal! Estou de volta com muitas aventuras para contar. Como eu já havia adiantado no post de ano novo, eu viajei para Trindade, paraíso fiscal situado no estado do Rio mas que os cariocas nunca ouviram falar.
A saga começou no dia do embarque. Nosso ônibus nos aguardava na plataforma 6/7 da rodoviária xexelenta do Rio de Janeiro às 4hrs da manhã. Um horário ótimo para sair de casa com muito peso e rios de dinheiro numa cidade tão... tranquila como essa. Então eu e meus queridos companheiros de viagem ficamos fazendo hora na casa de um de nós para irmos juntinhos até o nosso destino. Não dormimos. Relembramos o passado, época boa e sem compromisso, muitas histórias engraçadas. E a hora deu. Fomos. Como sempre, me estressei com a cia. de taxi que sempre chamo, e explano aqui em letras garrafais: COOPNORTE TAXI, que para quem não sabe, é a do NorteShopping. Eles não conseguem desempenhar a simples função de retornar para o número dado em vez do de cadastro. Resultado: ligaram pra minha casa e acordaram a minha mãe para avisar o número do carro. O que ela tinha a ver com isso? Enfim. Já no meio do caminho, meu amigo lembrou que havia esquecido uma coisinha: as passagens. Voltamos tudo de novo. E a hora dando. O taxista ao perceber nossa pressa se propôs a ir chutado. Mas ao falarmos que queríamos chegar vivos à rodoviária, o filho da puta pisou no freio e foi a 40km/h até lá. Só a gente, desfilando na passarela.
Apesar de tudo, dou a boa notícia que chegamos a tempo e pegamos o ônibus. Claro, se não eu não teria outros capítulos para contar. Chegamos relativamente rápido à Paraty, e depois em Trindade. Já no ônibus vimos que os "Trindadeiros" eram muito esquisitos. Mas isso não importava, já no ônibus víamos as praias e as montanhas. Um dos cenários mais lindos que eu já havia presenciado na vida. A pousada em que ficamos era ok. Confortável e com um bom banheiro (que para mim é um fator decisivo em qualquer lugar), mas com um quarto um tanto... pequeno para 4 pessoas. Mas jovem não liga para essas coisas, quer é curtir e se aventurar! Putz, já estou com 50 anos então.
Para começar o dia bem, nos instalamos, ainda pegamos o café da manhã (que merece aplausos! Um dos melhores que já comi pela vida a fora) e fomos conhecer as praias. Conhecemos a praia na qual estávamos hospedados, a "praia do Rancho", ou como dizíamos por pura preguiça, a "praia do Riacho" rs, e fomos à piscina natural por uma pequena trilha. E aí estava o primeiro impasse: Trindade tem uma linda variedade de praias. Todas ligadas por trilhas. Eu odeio trilhas. Se eu pudesse ir de jatinho de uma pra outra, ficaria meia hora em cada uma todos os dias! Então já adianto que fazê-las foi o grande perrengue que enfrentamos pela frente. Mas essa para a piscina natural era tranquila e o lugar compensava. Tirando as pedras no fundo que causava um certo desequilíbrio na locomoção e parecíamos um bando de bêbados de um lado para outro, que piscininha dos deuses! A volta foi então... a primeira melhor coisa da viagem: passeio de barco com direito àquelas lindas bóias laranjas! Foi um máximo! Parecíamos crianças com brinquedos novos! rs E aí, não precisa nem dizer, que eu debandei para o time dos "eu vou de barco e não de trilhas para onde quer que for". Pena que isso não deu muito certo para os próximos passeios. Você vai ler a seguir.
A saga começou no dia do embarque. Nosso ônibus nos aguardava na plataforma 6/7 da rodoviária xexelenta do Rio de Janeiro às 4hrs da manhã. Um horário ótimo para sair de casa com muito peso e rios de dinheiro numa cidade tão... tranquila como essa. Então eu e meus queridos companheiros de viagem ficamos fazendo hora na casa de um de nós para irmos juntinhos até o nosso destino. Não dormimos. Relembramos o passado, época boa e sem compromisso, muitas histórias engraçadas. E a hora deu. Fomos. Como sempre, me estressei com a cia. de taxi que sempre chamo, e explano aqui em letras garrafais: COOPNORTE TAXI, que para quem não sabe, é a do NorteShopping. Eles não conseguem desempenhar a simples função de retornar para o número dado em vez do de cadastro. Resultado: ligaram pra minha casa e acordaram a minha mãe para avisar o número do carro. O que ela tinha a ver com isso? Enfim. Já no meio do caminho, meu amigo lembrou que havia esquecido uma coisinha: as passagens. Voltamos tudo de novo. E a hora dando. O taxista ao perceber nossa pressa se propôs a ir chutado. Mas ao falarmos que queríamos chegar vivos à rodoviária, o filho da puta pisou no freio e foi a 40km/h até lá. Só a gente, desfilando na passarela.
Apesar de tudo, dou a boa notícia que chegamos a tempo e pegamos o ônibus. Claro, se não eu não teria outros capítulos para contar. Chegamos relativamente rápido à Paraty, e depois em Trindade. Já no ônibus vimos que os "Trindadeiros" eram muito esquisitos. Mas isso não importava, já no ônibus víamos as praias e as montanhas. Um dos cenários mais lindos que eu já havia presenciado na vida. A pousada em que ficamos era ok. Confortável e com um bom banheiro (que para mim é um fator decisivo em qualquer lugar), mas com um quarto um tanto... pequeno para 4 pessoas. Mas jovem não liga para essas coisas, quer é curtir e se aventurar! Putz, já estou com 50 anos então.
Para começar o dia bem, nos instalamos, ainda pegamos o café da manhã (que merece aplausos! Um dos melhores que já comi pela vida a fora) e fomos conhecer as praias. Conhecemos a praia na qual estávamos hospedados, a "praia do Rancho", ou como dizíamos por pura preguiça, a "praia do Riacho" rs, e fomos à piscina natural por uma pequena trilha. E aí estava o primeiro impasse: Trindade tem uma linda variedade de praias. Todas ligadas por trilhas. Eu odeio trilhas. Se eu pudesse ir de jatinho de uma pra outra, ficaria meia hora em cada uma todos os dias! Então já adianto que fazê-las foi o grande perrengue que enfrentamos pela frente. Mas essa para a piscina natural era tranquila e o lugar compensava. Tirando as pedras no fundo que causava um certo desequilíbrio na locomoção e parecíamos um bando de bêbados de um lado para outro, que piscininha dos deuses! A volta foi então... a primeira melhor coisa da viagem: passeio de barco com direito àquelas lindas bóias laranjas! Foi um máximo! Parecíamos crianças com brinquedos novos! rs E aí, não precisa nem dizer, que eu debandei para o time dos "eu vou de barco e não de trilhas para onde quer que for". Pena que isso não deu muito certo para os próximos passeios. Você vai ler a seguir.
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sábado, 2 de janeiro de 2010
O começo do ano par
Feliz ano novo! E aí como foi a virada de vocês? A minha foi baphônica! Fui pra festa da Costa Brava, no Joá, RJ. O lugar realmente é escondido, e se eu não fosse com meus queridos amigos de van alugada, estaríamos procurando até agora. Valeu a pena. Pagamos o olho da nossa cara mas comemos e bebemos bem. É, nunca tínhamos feito um investimento assim para uma virada de ano, e não nos arrependemos.
Jantamos duas vezes (a comida tava mara!), e abusamos no espumante, a festa toda. Rimos de tudo e de todos, dançamos com gente que não conhecíamos, tiramos muitas fotos espontaneamente forjadas, subimos no palco do DJ depois da virada, fomos expulsos, e fomos picados até por um formigueiro maldito. To aqui cheia de ótimas recordações e um calombo assustador no pé esquerdo, causado por formigas africanas sangrentas.
O cenário da festa parecia uma festa da Rede Globo. Muita gente bonita, muitos gringos estonteantes, e muitos vestidos maravilhosos. Fiquei vendo aquelas mulheres lindas com aqueles saltos enooorrrmes... elas estão de muletas hoje, pode apostar. Até eu abdiquei dos saltos por que sabia que não ia dar certo! Fui com um saltinho humilde que me destruiu da mesma forma rs. E uma nota especial para o serviço do bar: não tinha empurra-empurra nem cotovelada na costela, e os serventes ainda perguntavam "você já foi atendido?"! De outro mundo, realmente rs.
Eu, sinceramente, achei um começo de ano muito bombante para um ano par. Todos os anos mais movimentados da minha vida foram os ímpares, mas estou com impressões diferentes para este 2010. Eu realmente espero muito mais amor para mim e minha vida (que está longe e tivemos que nos contentar com uma chamada de vídeo antes de depois da virada), sucesso no trabalho, evolução. Eu tenho pavor de imaginar um ano onde nada evolui. Mas acho que não serei atormentada por essa sensação.
Pena que enquanto estávamos lá nos divertindo e fazendo vergonha, tinha gente passando por desgraças terríveis e irreparáveis. Meus sentimentos ao pessoal de Angra. Ver o noticiário de ontem para hoje tem sido só isso: corpos e mais corpos vítimas dos deslizamentos. Só Deus explica uma coisa dessas num dia tão especial.
Volto na próxima semana pra conta
r como foi a volta ao trabalho e a viagem pra Trindade.
Um 2010 dourado pra você!
Jantamos duas vezes (a comida tava mara!), e abusamos no espumante, a festa toda. Rimos de tudo e de todos, dançamos com gente que não conhecíamos, tiramos muitas fotos espontaneamente forjadas, subimos no palco do DJ depois da virada, fomos expulsos, e fomos picados até por um formigueiro maldito. To aqui cheia de ótimas recordações e um calombo assustador no pé esquerdo, causado por formigas africanas sangrentas.
O cenário da festa parecia uma festa da Rede Globo. Muita gente bonita, muitos gringos estonteantes, e muitos vestidos maravilhosos. Fiquei vendo aquelas mulheres lindas com aqueles saltos enooorrrmes... elas estão de muletas hoje, pode apostar. Até eu abdiquei dos saltos por que sabia que não ia dar certo! Fui com um saltinho humilde que me destruiu da mesma forma rs. E uma nota especial para o serviço do bar: não tinha empurra-empurra nem cotovelada na costela, e os serventes ainda perguntavam "você já foi atendido?"! De outro mundo, realmente rs.
Eu, sinceramente, achei um começo de ano muito bombante para um ano par. Todos os anos mais movimentados da minha vida foram os ímpares, mas estou com impressões diferentes para este 2010. Eu realmente espero muito mais amor para mim e minha vida (que está longe e tivemos que nos contentar com uma chamada de vídeo antes de depois da virada), sucesso no trabalho, evolução. Eu tenho pavor de imaginar um ano onde nada evolui. Mas acho que não serei atormentada por essa sensação.
Pena que enquanto estávamos lá nos divertindo e fazendo vergonha, tinha gente passando por desgraças terríveis e irreparáveis. Meus sentimentos ao pessoal de Angra. Ver o noticiário de ontem para hoje tem sido só isso: corpos e mais corpos vítimas dos deslizamentos. Só Deus explica uma coisa dessas num dia tão especial.
Volto na próxima semana pra conta
r como foi a volta ao trabalho e a viagem pra Trindade.Um 2010 dourado pra você!
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